Google

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Mini-Curso Básico de Bateria

Guia de introdução para tocar Bateria

Olá, Amigos Batuqueiros

Durante todo esse tempo tocando, gravando e, principalmente lecionando BATERIA, pude perceber a necessidade de sabermos as Noções Básicas , o be-a-bá do instrumento.
Por isso, mensalmente vou estar aqui colocando as Noções Básicas ( e as não tão básicas assim!!) deste instrumento que tanto fascina e é tão importante dentro do contexto musical.
Amigos, sejam bem-vindos à fantástica arte de tocar Bateria!!!



Capítulo 1: Introdução ao estudo



Antes de começarmos o curso, vamos explicar de que maneira é composta a bateria para aí sim dar prosseguimento aos estudos, exercícios e técnicas principais.

Ela é formada da união de vários instrumentos: O BUMBO, A CAIXA, CHIMBAL, PRATO, SURDO E OS TONS. Para tocar bateria utilizamos as BAQUETAS que devem ser de um tamanho médio (5A) para um iniciante.

As baquetas fazem o contato entre nosso corpo (mãos) e a bateria, de forma que devemos prestar muita atenção neste item pois desse contato resultará uma boa execução musical. Devemos segurar a baqueta entre a 1ª e a 2ª parte dela, imaginado que devemos dividi-la visualmente em 3 partes iguais. A maioria das baquetas são feitas de madeira, com ponta de madeira ou de nylon.

Baquetas com ponta de madeira: possui um som mais "aveludado" ao tocar nas peças da bateria e principalmente nos pratos.



Baquetas com ponta de nylon: a característica destas baquetas é o timbre mais aberto destacando os agudos de cada peça. Para entender melhor, toque o prato de condução com a ponta de nylon e depois toque o mesmo prato com uma baqueta com ponta de madeira - você perceberá a diferença de timbre do mesmo prato.

Vassourinhas (brushes): Muito usada no jazz, a vassourinha é usada de uma forma diferente na bateria. Para extrairmos um som com elas, na maioria das vezes fazemos movimentos circulares na pele da caixa. Pode ser tocada com se fosse uma baqueta comum, com a característica de um timbre muito suave.



Baquetas com ponta de feltro: (timpani mallets) Usada por percussionistas de música clássica para tocar o tímpano (instrumento de percussão usado em orquestra sinfônica). Os bateristas usam muito este tipo de baqueta para extrair um som mais encorpado do prato sem o contato áspero da baqueta com o metal e sim o contato do feltro com o metal. O resultado é um som suave, fazendo o prato vibrar muito sem que se perceba os movimentos que estamos fazendo para emitirmos o som.



Capítulo 2: Conhecendo o Instrumento

Bom, agora vamos conhecer todas as peças que compõem uma bateria:

PRATO

Há 2 tipos de pratos que podemos chamar de base:

· Condução (ride) - onde conduzimos a música.
Nele também podemos usar a Cúpula (bell ride).
· Ataque (crash) - usado para início do tema, um acento na música ou final de um fill (que é a "uma virada" nos tons e tambores, terminando no prato de ataque.

Como os pratos da bateria são também peças extremamente delicadas, cuidado no transporte. Ao tocar nos pratos mais finos, a intensidade com que se toca deve ser menor pois ele soará perfeitamente com um simples toque com a baqueta.




TAMBOR
Depois do bumbo, é a peça mais grave da batera.
Faz a ligação dos toms para o bumbo.

A afinação do tambor é médio-grave ou grave.
Para deixá-lo com estas características mantenha a pele do tambor levemente solta. A pele resposta deve estar mais apertada do que a pele de ataque.

Ao afinar dê o mesmo número de volta em todos os parafusos.
Para checar a afinação da peça, toque a pele levemente com a chave de afinar perto de cada parafuso (aproximadamente 2 cm, do aro para a pele) e perceba se todos os parafusos estão dando o mesmo harmônico. Se estiverem tudo igual, ótimo! Você deverá tocar a peça com a baqueta para sentir se é realmente esse o som que você quer. Se quiser um som mais grave (soltar mais os parafusos) ou mais agudo (apertar mais os parafusos).



TOM-TOM

É onde damos o "colorido" extra no ritmo que estamos tocando.
Basicamente as baterias vem com 2 toms.
Eles são afinados da seguinte maneira:
Tom 1 (menor) - som mais agudo.
Tom 2 (médio) - som mais médio.

Ao afinar dê o mesmo número de volta em todos os parafusos. Para checar
a afinação da peça, toque a pele levemente com a chave de afinar
perto de cada parafuso (aproximadamente 2 cm, do aro para a pele) e perceba se todos os parafusos estão dando o mesmo harmônico. Se estiverem tudo igual, ótimo!

Você deverá tocar a peça com a baqueta para sentir se é realmente
esse o som que você quer. Se quiser um som mais grave
(soltar mais os parafusos) ou mais agudo (apertar mais os parafusos).



CAIXA/ARO


Usada em combinação com o bumbo na execução de quase todos os ritmos o som dela é na maioria das vezes seco e médio-grave.
É nela que treinamos a maior parte das técnicas das mãos.

Ao afinar dê o mesmo número de volta




BUMBO [Bass drum]


É a peça mais grave da bateria. Tem um som forte, geralmente mais
abafado que as outras peças da bateria - exceto no jazz, bossa-nova, e
ritmos mais "excêntricos", que costumam deixá-lo sem o abafador
ou pouco abafado.

Ao afinar dê o mesmo número de volta em todos os parafusos.
Para um som mais grave, deixe a pele onde o pedal toca mais solta
que a da frente.
Para abafar o bumbo, é aconselhável colocar uma espuma que toque ambas as peles.



CHIMBAL
Usamos o chimbal para fazermos a condução na música.
Seu som é agudo e é formado por dois pratos que se tocam no momento que acionamos o pedal da máquina de chimbal com o pé.



Procure proteger os pratos de cima usando feltros para prendê-los na presilha.

Estes feltros devem ser colocados da seguinte forma:




Todo o cuidado com esta peça é pouco.
Por se tratar de uma das peças mais complexas da bateria, evite transportá-lo pelo varão (peça onde é preso o prato de cima) e nunca coloque a baqueta entre os pratos e acione a máquina.


PEDAL DE BUMBO

Preso na base do bumbo, é com ele que tocamos o bumbo.

Como se trata de uma peça mecânica, sempre que possível faça uma limpeza no pedal, removendo toda a poeira e lubrificando (sem exageros) todas as partes que necessitam desta manunteção.

A mola do pedal não deve estar nem muito solta (pois o pedal irá demorar
para voltar ao seu ponto de repouso) e nem muito esticada( pois ele ficará muito pesado para ser acionado, dificultando os toque mais rápidos).



Capítulo 3: Posição

Este é um fator importante pois pense em dirigir um carro onde o banco não está posicionado para você. O que fazer?? Arrumá-lo antes de ligar o carro. Da mesma forma, devemos ter todos os instrumentos da bateria (caixa, pratos, etc...) à nossa mão, ajustados de maneira que não nos cause desconforto durante a execução.

LEMBRE-SE:

Aquele lance de “prato no céu” é coisa para videoclipe!!! Tudo tem que estar bem próximo à você, ok???



PÉS

O pé direito (Bumbo) tem duas maneiras de toca-lo no pedal de bumbo.

1ª) PÉ CHAPADO: Onde o pedal é acionado com o calcanhar abaixado na sapata.

2ª) PÉ LEVANDO: Onde o pedal é acionado com o calcanhar levantado na sapata.

A primeira posição é mais indicada para músicas mais lentas e a segunda posição é mais indicada para músicas com mais pegada, como o rock e o funk.

O pé esquerdo (Chimbal) segue o mesmo exemplo do pé direito.

Nenhum comentário: